Agenda de Eventos do Conservatório de Música do Porto

9.2.08

Reforma do Ensino Artístico (pensamentos a vulso; tirem as conclusões). Nº1

Eu evito meter politica neste blogue (não vou falar de um Homem, "Alegre" por sinal, que descontente com o seu partido, continua a abster-se e a ocupar a mesma cadeira há muitos anos; ele continua a acreditar no partido, eu queria acreditar nele; não vou falar de estádios de futebol, nem de alguém que quer doar um estádio na Madeira, nem do(s) negócio(s) e processos arquivados no futebol!). Por isso, deixo aqui um primeiro raciocínio:

Onde têm formação os jogadores profissionais de futebol? Nas aulas de Educação Física ou nas Academias de Futebol? Porquê? Dirão, com a discussão em ebulição que, as Academias são pagas, sustentadas, protegidas pelos clubes de futebol. Mas, quem patrocina os Clubes de Futebol? Está o futebol na Constituição como um direito do cidadão? Ou está lá a Saúde e a Educação? Nunca é demais relembrar o Grande Agostinho da Silva, Homem sábio, o Professor:

(...) É curioso, a melhor maneira de ser revolucionário em Portugal é a de ser Conservador do Século XIII, porque eles queriam apenas que as crianças pudessem crescer, desenvolver-se e chegar a adultas, sem nós os adultos perdermos a criança que há dentro de nós. Que a criança se desenvolvesse sem nenhuma pressão deformante, plenamente à sua vontade, tudo aquilo a que nós podemos chamar "Liberdade". Queriam que a vida se tornasse gratuita. Não que se tornasse mais barata do que era, que se tornasse gratuita. (...) que as cadeias desaparecessem para sempre, um monumento de um Passado que nem recordado seria.
Se isto foi uma discussão, foi uma coisa boa, no sentido etimológico da palavra, que é sacudir. Já que abanar as cabeças é bom, para saber se existir dentro delas alguma coisa.



2 comentários:

Fernando Vasconcelos disse...

Lá está a comparação é excelente. De facto a ideia de que deve haver escolas públicas de excelência no ensino da música e que essas devem ser os conservatórios e que isso apenas se consegue com regimes integrados está correcta. Essa é a parte em que a ideia da ministra é boa. Só que, e este é um grande "Se" no futebol a base da pirâmide está garantida pela rua, pelos pequenos campos de futebol, pelos clubes de bairro que preenchem a fase intermédia na música a situação é mais complicada. Ou seja esta lei vai criar na prática um conjunto de iniciação tão rudimentar que não servirá para nada e um enorme vácuo no meio. Na prática ao invés de democratizar como pretende vai ainda tornar mais elitista. Nas palavras do povo de boas intenções está o inferno cheio.

Carlos Araújo Alves disse...

Excelente vídeo e muito adequado aos dias que vivemos.

Irei também colocá-lo.

Muito obrigado.